quarta-feira, 15 de maio de 2024

Bitransei

 

Bitransei

Luana C. G.

2007

 

Sexta-feira, 22 de março de 2024.

Um dia que, com certeza, nunca mais esquecerei. Mas também nunca mais farei o que fiz. Adorei, mas nunca mais farei. Não é da natureza. Ou será que é?

Estava voltando da escola, caminhando descontraidamente pela calçada, quando ouço um BIP BIP..., olho para o lado, e recebo um convite para entrar num carro.

- Rica! Menino... há quanto tempo! Que surpresa gostosa!

- Então entra aí.

Mais que entrei. Sempre foi uma coisa tipo, assim, meio indescritível o meu fogo por aquele menino.

E sempre fiquei só no fogo, porque, simplesmente, ele namora uma amiga minha. Não é a minha melhor amiga, mas é amiga, sei separar as coisas.

Sei?

- Mudei para aqui perto, agora. Quer ir conhecer a minha casa?

- Com certeza. Dar um abraço na dona Lila, no senhor Walter... só que não posso demorar muito.

Dona Lila, senhor Walter?

O safado estava sozinho e, ao invés de mostrar o apartamento...

- Mas Rica... isso não. Para... a gente não pode, eu não posso... mas... não...

Nesse último não eu já estava meio deitada no sofá, ele estava tirando a minha calcinha e já havia uma certeza de eu ia ser comida.

Fui comida.

Não sei se fui eu ou se foi ele quem abriu as minhas pernas, só sei que já vi a lança dura, seu corpo por cima do meu...

Soltei aquele longo e profundo gemido, quase um grito, que há tempos eu sonhava soltar.

- Hummmmmm! Rica! Riiiiiiica!

- Lu... eu sempre te quis, Lu...

- Verdade?

- Verdade! Xaninha gostosa.

- Te amo! Te amo! Vai! Vai!

Pena que foi vapt vupt!

Pelo meu gosto, pelo tanto que eu havia sonhado, foi vapt vupt, eu queria mais, muito mais.

Mas foi só o tempo dele gozar, eu gozar, dar aquela descansadinha eivada de mil beijinhos apaixonados, e...

- Preciso ir. – falei, empurrando-o de dentro, de cima, me levantando, e já me preparando para ir embora.

Eu tinha um bom motivo, sabia que tinha.

- Fica mais.

- Não posso. - falei, vestindo a calcinha.

- Mas eu quero mais.

- Eu sei... também quero. - arrumando a saia, o cabelo.

- Noutro dia, então.

- A gente vê.

- Te levo.

- Não precisa.

Tentei dispensar a carona, mas não teve jeito. Eu sabia que podia dar galho, mas não teve jeito, ele me trouxe e...

O que eu mais temia: o Guiga, meu namorado, me esperando na porta do prédio.

- Minha colega me deu carona.

- Sua colega! Sua colega é homem?

- Ôxe! É a Vânia. Ela tem jeito de homem, mas é só jeito. Vamos subir.

Subimos, ele ainda desconfiado com a minha colega Vânia, perguntando porque eu tinha demorado, mas...

Mal entramos no apartamento, na sala...

- Não. Agora não... minha mãe tá chegando...

- Ninguém mandou você demorar. Tô aqui te esperando faz um tempão, tô muito a fim...

- Mas... a minha mãe, meu pai, não...

- E daí? Somos namorados, não somos? Te quero muito, menina, muito, muito!

E lá se foi a minha calcinha, pela segunda vez em menos de meia hora.

Abri as pernas... e lá vinha outra lança.

- Hummmmmm! Ri... Gui... Guiga... Meu amor! Te amo! Te amo!

Quase!

Foi vapt vupt outra vez, realmente a minha mãe estava para chegar.

Ele deve ter ficado só meio satisfeito, mas eu... eu já tinha dado duas.


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