quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Garoto de Programa 01... meu primeiro serviço

Garoto de Programa 01...

meu primeiro serviço

  

Sou de família humilde e meus pais são extremamente religiosos, moralistas e honestos.

 Por conta disso, eles devem continuar acreditando que a boa quantia de dinheiro que dou em casa todo mês, assim como o dinheiro da minha faculdade e da faculdade da minha irmã mais nova, entre outras quantias, vem do meu trabalho como motorista de aplicativo.

 Minha irmã sabe que faço programas com mulheres, com ela não tem erro, mas os meus pais, se descobrirem, cortam fora o meu instrumento de trabalho.

 E tudo começou há alguns anos, e foi por acaso ou, na verdade, por uma inconveniência minha.

 Foi quando eu tinha 19 para 20 anos, estava começando a faculdade, e trabalhava meio período como repositor num supermercado, recebia uma merreca, e o meu pai, pedreiro de profissão, se esforçava muito, trabalhando duro para conseguir garantir os meus estudos.

 E tinha a minha irmã que logo terminaria  o Segundo Grau e queria ir para a faculdade também.

 Como o meu pai estava se enchendo de serviço, comecei a ajudá-lo na parte da tarde, depois das duas horas, quando eu deixava o serviço no supermercado.

 Contando com a minha ajuda, ele pegou mais um serviço grande, num apartamento enorme, super mesmo, num bairro nobre de São Paulo

 Era o dono, o senhor Adalberto, um homem de 40 anos mais ou menos, engenheiro e dono de uma construtora, a dona, senhora Silvia, uma mulher de 37 anos, eu acho, psicóloga, e duas filhas, de 20 e 18 anos, cujos nomes eu não sabia.

 Todos eles se mudaram para um outro apartamento no mesmo prédio, enquanto eu, sem nenhuma experiência como pedreiro, fazia as quebradeiras, a sujeira e a poeirada toda. Meu pai continuava nos outros serviços e só se juntaria a mim depois, para começarmos a operação inversa, qual seja, a reforma propriamente dita.

 Com marreta, martelete e outras ferramentas, eu trabalhava com afinco, de segunda a sexta-feira. Se fosse permitido pelo síndico eu trabalharia também nos finais de semana, mas como não era, eu ia trabalhar com o meu pai nas outras obras.

 E as coisas foram acontecendo.

 A família mudou, mas a maior parte das coisas havia ficado no apartamento em reforma, e o tempo todo aparecia ou a mãe ou uma das meninas para pegar alguma coisa.

 As três bem bonitinhas e jeitosinhas, eu observava. Mas só observava, sem maiores pretensões... e sempre me condenando por observar.

 Já de tardezinha, pela hora de largar o serviço e ir para a faculdade, chegava o marido, o pai, para conversar um pouco e ver como estava o andamento da obra.

 Ele saía, eu dava uma lavada nas mãos e no rosto, mudava a roupa, e ia para a faculdade daquele jeito mesmo.

 Mas isso não era legal, principalmente por causa do forte calor que fazia. Então, um dia, pouco antes do horário do homem chegar, tomei um banho de chuveiro no banheiro da suíte, todo quebrado, cheio de entulho, sem porta e sem box.

 Me enxuguei numa toalha que encontrei numa gaveta no quarto das meninas.

 Melhorou muito ir para a faculdade com o corpo limpo.

 No dia seguinte nem pensei duas vezes, e até me demorei um pouco mais sob a água.

 Mas vi um vulto na porta. Pior, vi que o vulto estivera me espiando enquanto eu lavava a cabeça, e fugiu quando abri os olhos.

 O homem não podia ser. Ou era a mãe ou uma das filhas.

 Que merda! - pensei.

 O homem chegou, conversamos, e não aconteceu o esculacho que eu tanto temia. Claro, ele estava chegando do escritório e ainda não haviam contado a ele. Mas, por via das dúvidas, nada de banho nos dias seguintes.

 E nada do homem falar comigo sobre o ocorrido, a não ser quatro dias depois, na sexta-feira.

 Só que chegou com duas doses de bebida nas mãos, perguntou se eu bebia, me passou um dos copos, uísque de qualidade, e se pôs a olhar e comentar sobre o serviço, até que chegou ao banheiro.

 - Não tomou banho hoje? - perguntou, ao ver que estava tudo seco.

 - Ba...nho. - dei uma gaguejada. - É que estava um calor imenso, eu estava todo sujo e suado, quase nem ia para a faculdade e por isso, só por isso é que...

 - Não interessam os seus motivos. Você vai ter de pagar.

 - Pagar! Pagar pelo banho?

 - Exatamente!

 - Mas pagar como, quanto?

 - É só como mesmo, não é quanto. Eu e minhas filhas vamos estar fora neste final de semana e queremos você aqui na noite de amanhã para domingo.

 - Me querem aqui? Mas para quê?

 - Minha mulher é quer você aqui, ela viu você tomando banho e gostou.

 - Ela me viu? Desculpa eu... mas ela gostou, gostou do quê?

 - Gostou do que viu. Ela quer dormir com você.

 - Dormir... Pera aí! Que brincadeira é essa? Sei que errei, que não devia ter tomado banho e...

 - Não devia era ter deixado a porta aberta.

 - Eu sei, mas não tinha porta, não tem ainda.

 - Bebe seu uísque, se não, vai esquentar na sua mão.

 - Eu bebo, mas... não sei o que o senhor está pretendendo e...

 - Não sou eu quem está pretendendo, é ela.

 O homem levou bem uns quinze minutos para me convencer de que aquilo não era nenhum tipo de troça.

 Eu, que costumo beber muito pouco, quase nada, quando vi já tinha virado todo o uísque e agitava nervosamente o gelo no copo.

 Sorte, e também providencial, é que eu estava sem namorada fazia uns seis meses. Muito mais religiosa que eu, ela ainda conservava a virgindade, mas sempre me fazia alguns favores com as mãos e até mesmo com a boca. E fazia então uns seis meses que eu estava necessitado.

 Nem fui para a faculdade naquela sexta-feira, pois o senhor Adalberto me serviu mais uma outra dose bem caprichada e tudo começou a girar em volta de mim.

 Cheguei em casa disfarçando a zonzeira e o cheiro do álcool, e no dia seguinte voltei de ressaca ao apartamento, mas não para trabalhar, porque não era permitido barulho. Só fingi que estava adiantando uma coisa ou outra.

 Mas o que eu esperava mesmo era ver a dona Silvia, conversar com ela, me certificar de que o marido dela não estava me aprontando alguma enrascada, mas não a vi.

 Quem eu vi foi o próprio marido, surpreso por eu estar ali num sábado.

 - Era para você vir lá pelas dez da noite, não agora. Vou partir com as minhas filhas lá pelas três da tarde.

 - Bem... eu vim porque...

 - Por quê?

 - É que... estou achando isso meio estranho e...

 - Não tem nada de estranho, ela quer dormir com você, transar.

 - Mas ela é sua esposa.

 - Ela te explica tudo, pode vir sossegado.

 - Sossegado... Não sei, eu...

 Eu cogitava seriamente não comparecer, contaria a verdade para o meu pai e pediria para trabalhar noutra obra.

 Mas o último argumento do senhor Adalberto me convenceu. Não exatamente naquela hora, mas depois, conforme fui pensando, pensando.

 É que ele deu uma saída do apartamento e voltou minutos depois me mostrando um envelope recheado com cédulas de dólares, talvez uma quantia para vários meses de faculdade.

 - Você pega com ela amanhã cedo. - ele disse, saindo com o envelope na mão.

 Acho que foi a partir desse momento que comecei a dar menos atenção ao meu lado religioso.

 ...

 Eu não era acostumado a passar noites fora e, por isso, tive de inventar em casa que ia estudar com um amigo e que não sabia a hora de voltar. Manteria comunicação por telefone.

 Nervoso, ansioso, e muitas outras emoções ao mesmo tempo, cheguei ao apartamento exatamente às dez horas da noite.

 Não havia sido combinado em qual apartamento seria, mas como eu tinha sido anunciado na portaria, a dona Silvia me ligou e mandou eu descer dois andares.

  Era o apartamento em que eles estavam morando provisoriamente, e que pertencia aos pais dela, que estavam em viagem pela Europa.

 Tudo isso fiquei sabendo depois, primeiro eu vi a mulher me recebendo como se fosse a filha mais nova dela. Usava uma camiseta de alças, com estampas pequenas, e um shortinho do mesmo tecido, curto e folgado nas coxas.

 Parecia mesmo uma menina. Mas essa era de fato a sua aparência o tempo todo.

 Logo que entrei vi uma mesinha de centro decorada com taças, copos, salgadinhos, mas logo vi também como era um tanto estranha aquela situação.

 Primeiro, por estar ali para transar com uma mulher que eu mal conhecia, com quem mal havia trocado umas poucas palavras, uma mulher casada, e que o próprio marido havia me pedido, praticamente me intimado a passar a noite com ela.

 Segundo, por ainda estar me perguntando que tipo de marido paga para alguém transar com a mulher dele.

 Sorte que a dona Silvia escolheu antes namorar um pouco... me convidou a sentar, serviu duas pequenas dose de uísque com gelo, e começou a me deixar mais ou menos à vontade.

 - Gosto mais de vinho que de uísque. - falou. - Se você também gostar, tenho um reserva especial resfriando na geladeira, podemos abrir.

 - Gosto sim. - falei, ainda meio sem jeito.

 - Que bom! Então, primeiro o uísque, depois o vinho. Posso te dar um beijo?

 - Anh!?

 Realmente, a pergunta me surpreendeu.

 Ela se levantou à minha frente, juntou minha face com as duas mãos, me deu um beijo meio demorado nos lábios, e saiu para buscar o vinho.

 Fiquei olhando o seu corpinho, ainda não estava acreditando.

 Vinho branco, seco, não era exatamente o tipo de vinho que eu estava acostumado a beber, mas com os vários tipos de queijo que ela trouxe junto, logo virou uma delícia, uma bebida dos deuses.

 - Você acha que sou uma puta?

 - Ahn!?

 Tive de ir me acostumando com as perguntas surpresa, perguntas bomba, que a dona Silvia me fazia quase sempre.

 Aliás... que a Silvia fazia.

 Silvinha talvez fosse mais adequado, devido ao seu tamanho.

 Ela foi me explicando que não era puta e nem o marido era corno, apenas tinham um tipo de casamento diferente.

 Desde moleca sempre fui muito levada, sabe! Segurei a minha virgindade até enquanto deu, na época, quando eu estava no Segundo Grau ainda, eu desejava muito um certo menino, mas tinha vergonha de falar com ele. Acredita que pedi ao meu amigo para falar?

 - Normal. – falei.

 - Sei não. Normal seria se eu pedisse para ele pedir para o menino me namorar ou para, pelo menos, para ficar.

 - E não foi isso o que você falou para ele falar com o outro menino?

 - Não. O outro menino tinha uns cinco anos mais que eu, devia me achar criança, não ia querer me namorar. Então o que eu pedi foi mesmo para ele transar comigo.

 - Jura que pediu isso?

 - Mais que isso. Eu queria que ele tirasse a minha virgindade.

 - Mas olha só! E ele tirou?

 - Tirou. Mas antes... antes eu tinha prometido ao meu amigo que em troca dele fazer o pedido para o menino eu daria um beijo nele. Mas ele quis mais que um beijo, quis um amasso. E nessa de dar o amasso, acabei dando outra coisa.

 - Sei. Perdeu a virgindade com ele.

 - Sim e não.

 - Como assim?

 - Perdi a outra virgindade, entende?

 - Sodomia?

 - Se quiser chamar assim... mas eu dei foi a bunda mesmo. E não foi uma vez só não. Dei, gostei, e acabei dando até para um outro menino também.

 - E o da virgindade, aquele com quem você queria transar a primeira vez?

 - Então, ele realmente tirou a minha virgindade, foi o primeiro, mas logo em seguida o meu amigo também tirou, depois um outro menino, depois outro...

 - Que isso... trenzinho?

 - Trenzinho... Não. Não foi trenzinho, mas quase. Foi uma festinha, um monte de meninos com um monte de meninas, todo mundo com todo mundo.

 - Quer horror!

 - Horror?

 - Horror de gostoso, eu quis dizer. – falei, me corrigindo, quando, na verdade, horror foi a primeira impressão que me veio na cabeça. Eu pensava que festinhas assim nem existissem

 - Gostoso mesmo. Teve aquela vez, teve outras vezes, meu amigo sempre me levava. E não bastasse a gente já transar direto na minha casa ou na casa dele, chegava na festinha e a gente transava também. Eu ia com outros meninos, ele ia com outras meninas, mas sempre tínhamos a nossa vez.

 - Poxa! Legal você e esse seu amigo.

 - Meu marido.

 - O quê? – perguntei, chegando a pensar por um certo momento que ela estava anunciando a chegada do marido.

 - Ele, aquele meu amigo, hoje é o meu marido. Estamos juntos desde aquela época. Ele é pai da minha segunda filha.

 Jesus! – quase exclamei, mas me contive.

 - Verdade? Então... agora eu entendo. Vocês se dão essas liberdades desde quando namoravam.

 - Desde antes de namorar. Éramos só amigos. Depois é que veio o namoro, o casamento.

 - Mas espere aí! Você disse que ele é pai da sua segunda filha, mas e a primeira?

 - Tive ela com 17 anos.

 - Com 17 anos!? Mas ele é o pai também?

 - Não. Não sabemos quem é. Muitos amiguinhos, sabe... as festinhas.

 Eu ia perguntar como ele pode ter casado com ela sabendo que meio mundo comia, que ela tem uma filha que nem sabe quem é o pai... mas me contive. 

Estava ficando cada vez mais difícil, mas eu ia conseguindo me conter, não falar o que eu estava pensando.

 - E ele sempre arruma... parceiros pra você? – procurei desviar um pouco a conversa.

 - Sempre... quer dizer, sempre que fica mais fácil ele arrumar, como no seu caso. Mas o normal é que eu mesma arranje os meus homens e que ele arranje as mulheres dele.

 - Gozado isso.

 - O que que é gozado?

 - Sei lá! Ele viajando com as meninas e sabendo que você está aqui com outro. 

- Pois é! Mas pelo menos eu não estou traindo, não é? Ele está sabendo, sempre sabe de tudo. E tem mais, viu?

 - Tem mais o quê?

 - Hoje a gente namora só nós dois, mas qualquer dia vai ser nós três.

 - Nós três? Eu namorar o seu marido? - perguntei, mais surpreso do que nunca, mas também já mais solto, o uísque e o vinho fazendo efeito.

 - Não, moço, não! - riu - Vocês dois me namoram, eu namoro vocês dois.

 ...

 Sentada ao meu lado no sofá, com aquela roupinha estampada simples, Silvia parecia uma menina, uma namoradinha, apesar de ter pelo menos uns 15 anos de idade mais que eu.

 Suas coxas pouco cobertas pelo shorts bastante curto me causavam uma excitação para além do natural. Eu nem saberia explicar.

 Minha vontade, vontade louca mesmo, era meter a mão, juntar sua xana, cair por cima dela, mas alguma coisa me dizia, e dizia muito forte, que ela era a mandante, ela era quem devia dar a iniciativa, dizer quando queria, o que queria.

 No entanto, quando vi estávamos segurando nossas mãos, como dois namoradinhos, nossas mãos sobre as suas coxas, eu fazendo carícias.

 Minha mão esquerda, que segurava uma taça de vinho, levou o restante da bebida à minha boca, depositou a taça na mesinha, e ficou livre para acariciar as coxas da Silvia, avançar pelo meio delas, penetrar por uma das pernas do seu shorts, tocar a sua calcinha, dedilhar.

 - Mooooço! - ela deixou escapar.

 E foi abrindo as pernas, se oferecendo, e oferecendo a boca para um beijo, dois beijos...

 Sua taça vazia caiu sobre a mesinha e caímos sobre o sofá.

 Minutos depois estávamos inteiramente nus, ávidos por sexo.

 E o sexo começou a acontecer ali mesmo no sofá, eu sentado, ela em cima, de frente pra mim, olhando nos meus olhos, pegando e ajeitando o meu membro na entrada da sua vagina, soltando o corpo, afundando.

 - Mooooço! - ela fez.

 Vagina úmida, quente, apertada, seu quadril mexendo para frente e para trás, para os lados, seus seios na minha boca, sua boca na minha boca, minhas mãos nas suas nádegas, sua bunda.

 Já não éramos mais namoradinhos, pois com a minha namorada eu nunca havia chegado a esse ponto, nem mesmo a tinha visto nua alguma vez.

 A Sílvia... Silvinha, foi se agitando cada vez mais em cima de mim, meu pau massageando o seu útero, e não parou nem mesmo quando gozou.

 Continuou mexendo, falando coisas que eu não entendia, falando coisas que eu entendia,

 - Goza! Goza dentro de mim, goza!

 E beijava a minha boca, mordia o meu pescoço, me deixava marcas de unhas nas costas.

 Eu nunca tinha visto coisa assim. Com a minha namorada eu nunca tinha transado, apenas masturbado, e ela sempre gozava discretamente. Com duas meninas do meu bairro que andei pagando para fazer sexo, elas até gozavam comigo, mas era tudo tão mecânico, tão frieza.

 E como eu não conhecia nada diferente, para mim aquilo era normal.

 A Silvinha me provou o contrário, mostrou a loucura que é uma mulher gozando, e a loucura que é gozar com uma mulher assim.

 Nem esfriou, e só parou de mexer em cima de mim pra sair, se ajoelhar entre as minhas pernas e abocanhar o meu pau... meu pau sujo de esperma e da umidade dela.

 Chupava com uma volúpia que parecia querer engolir tudo. Na verdade, engolia. Não sei como, devia entrar pela garganta, mas ela engolia.

 Mas também quis ser chupada. Suja ou não, me fez colar a boca e a língua na sua buceta... xoxotinha, como ela chamava.

 E se colocou de quatro no sofá, para eu pegar por trás.

 E depois quis também atrás.

 Correu até o quarto, voltou com um tudo na mão, me passou um monte de líquido no pau, passou nela mesma, no seu traseiro...

 Me sentou no sofá e sentou em cima, de costas.

 Uma das meninas que eu pagava só deixava fazer atrás, para não engravidar, mas, descobri então, que ela apenas deixava eu fazer... não fazia.

 A Silvinha, ao contrário, parecia sentir tanto ou até mais prazer atrás do que na frente... e gozou dando a bunda. Gozou de quase desmaiar, não conseguir parar em pé.

 ...

 A canseira sexual e o efeito das bebidas caíram sobre nós, e ela me levou para a cama.

 - Vamos dormir um pouco, moço. Depois eu quero mais... Você quer?

 - Eita! Aqui na cama do casal!? – meio que brinquei, esquecendo que não estávamos no apartamento deles, mas pensando seriamente num marido chegando e me enchendo de chumbo.

 - Aqui mesmo... ele gosta... e gosta de assistir.

 - Ele gosta de assistir! Mas como? Ele está aqui, não viajou com as filhas. - perguntei, olhando para todos os lados, procurando possíveis esconderijos onde o senhor Adalberto pudesse estar.

 - Calma, moço! Ele não está por aqui não. Vai ver depois, está tudo gravado.

 - Gravado!?

 - Sim. Antes de sair ele espalhou câmeras por todo o apartamento.

 - Lá na sala também?

 - Lá na sala também. Vem dormir, vamos!

 Eu não tinha escolha, estava mesmo que era um caco, a cabeça pesada, tudo girando, o pau já marcando seis e meia.

 E foi por volta das seis e meia da manhã do domingo que acordei, fui ao banheiro, passei pela sala, pelado como eu estava, com a sensação ou o medo de que pudesse aparecer alguém.

 Mas quem apareceu foi só mesmo a Silvinha, também peladinha ainda, me chamando para um banho, um ducha gostosa, reparadora, a dois... e mais cama.

 - Vou pedir um café da manhã, enquanto não chega a gente namora mais um pouquinho... ou não? – ela falou, e perguntou, pegando o telefone e fazendo o pedido.

 - Claro! – falei.

 Por pouco não falo “você está pagando”.

 E pagou mesmo.

 Ela se vestiu para receber o café da manhã, que chegou numa cesta e foi tão magníiíco quanto a nossa noitada, e depois do pasto, já me preparando para ir embora.

 - Não vai querer o seu pagamento? – ela perguntou.

 - Pagamento? Eu é que devia pagar.

 - Não. Quem paga sou eu... pago hoje e pago outras vezes, você quer?

 - Quero. Claro!

 - Então pega.

 - Pega o quê?

 - O seu pagamento.

 - Sim... mas aonde está?

 - Vai ter de achar.

 Puxei sua camiseta, não estava entre os seus peitinhos, baixei o seu shorts, a sua calcinha...

 - Mas tem de dar um beijo antes de pegar.

 Dei vários beijos antes de sair, alguns na bucetinha, outros na sua boca.

 ...

 E antes de sair, antes de abrir a porta, mais uma novidade.

 - Escuta. Tenho uma amiga que está precisando de você.

 - Precisando de mim? – perguntei, pensando em algum serviço de pedreiro.

 - É... o marido dela não come ela direito. Posso falar pra ela que te vi tomando banho e que você tem um martelão bem grandão, gostosão...?

 ...

 E assim comecei a minha carreira de Garoto de Programa, comedor profissional.

 Uma foi passando pra outra, outra foi passando pra outra...


-.-.-.-.-.-.-

L E I A   M A I S




Dando por amor...
o trauma da minha primeira vez

(2022-03-01)
Hoje tenho 30 anos de idade, sou casada, tenho dois filhos e uma família bem estruturada, sou formada em jornalismo e tenho uma carreira em formação em uma grande empresa, além de que, faço muitos serviços como free lancer e acho que está tudo bem em minha vida.
Por conta da minha formação, os vários anos de faculdade e outros estudos, possuo uma visão de mundo bastante ampla e crítica.
Mas é por isso mesmo que fico muitas vezes me perguntando como é que foi me acontecer uma coisa tão besta, quando eu tinha 16 anos. 
E digo besta porque não consigo encontrar um outro termo que defina melhor esse episódio ocorrido na minha vida. 
Um episódio que começou alegre, enchendo-me de felicidade, e depois se transformou numa profunda tristeza, até se transformar numa vergonha e, por fim, num trauma que demorei um bom tempo para superar.
Eu tinha acabado de fazer 16 anos e era uma garota feliz, contente com minha família e também com um namoradinho que eu tinha desde os treze anos.
Quer dizer, de namoro mesmo a gente tinha pouco tempo, menos de um ano, pois até então a gente só embaçava, ficava, dava um tempo, voltava, mas não falava em namoro, pois eu me sentia ainda muito nova para isso.
Muito nova!
Mas olha só!
(...)
Certo dia, depois que saí do colégio, fui com uma amiga até uma pequena igreja evangélica, que ela e a família frequentavam. 
Ela foi falar com o pastor sobre uma festa que estavam organizando.
Fomos recebidas pelo pastor em uma salinha e desde o início notei alguma coisa diferente. 
Ele olhava para mim e procurava puxar conversa comigo de uma tal maneira, que eu não sabia dizer o que estava acontecendo. 
Mas até aí não achei tão estranho assim, a não ser que cheguei a pensar que ele estava vendo em mim alguma coisa errada, eu podia estar com alguma coisa ruim ou algo assim.
Foi na hora de ir embora que senti algo mais profundo, quando ele pegou na minha mão, olhou em meus olhos e disse que gostaria muito que eu também comparecesse à festa, que seria no sábado seguinte.
(...)

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