sábado, 13 de julho de 2024

O poderoso pó de buceta


O

poderoso

Pó de Buceta

 Não sei se alguém vai acreditar, mas…

Muita gente não tem fé, não acredita em certas coisas, certos acontecimentos, mas a verdade é que, como já se diz faz tempo, existe muito mais entre o céu e a terra do que pode supor a nossa vã filosofia, como, por exemplo, o pó de asterisco ou, na verdade, pó de buceta.

Melhor contar os fatos do que tentar explicar.

 (...)

 Juliano, 32 anos de idade, casado desde os 20, era o tipo de sujeito fiel por imposição da natureza, pois, se de um lado não possuía nenhum atrativo físico para as mulheres... quer dizer, era feio que doía, do mesmo lado era o sujeito mais tímido e mais sem sorte que já habitou esse planeta... não pegava ninguém.

Nos seus tempos de oitava série e de colégio foi apaixonado, apaixonadíssimo, por uma menina chamada Maria Izabel, tinha amizade com ela, nunca foi distratado por ela, mas nunca teve coragem de declarar a sua mais sincera paixão.

Juliano via a menina começar seus namoricos com outros meninos, sofria com isso, mas sofria calado.

O tempo os afastou, mas tudo indica que ele nunca a esqueceu de verdade, mesmo se casando com outra.

Muito se perguntou como foi que Juliano conseguiu arrumar uma namorada e casar, e muito se explicou que foi coisa meio natural, convivência na igreja, conivência das famílias ou, na verdade, aquele tipo de namoro e casamento quer acontece de forma espontânea.

Por isso e tudo o mais, Juliano era fiel e comportado, o que não significa dizer que nas suas andanças oníricas ele não andava pegando meio mundo, desde a aquela irmã boazuda da igreja, casada com o pastor, até a sua própria cunhada, que também tinha um corpo bastante atraente.

O homem sonhava com a cunhada, com a irmã da igreja, com a irmã da irmã da igreja... quer dizer, com todas, mas mantinha os seus desejos nos sonhos apenas, não saía disso, não se arriscava a dar um passo em falso... afinal, era tímido, era feio, e era pobre.

Pobre homem!

Pobre homem! Vale repetir.

Tanta fidelidade para, num certo dia, chegar em casa num momento em que não devia chegar e encontrar a sua esposa aos gritos e gemidos, sobre a cama do casal, com outro homem... alguém lá da igreja.

Juliano sentiu o sangue ferver e a única coisa que lhe ocorreu foi pegar a arma que mantinha escondida no guarda roupa e dar cabo da vida dos dois.

Entretidos na sacanagem, o casal sequer percebeu a presença de Juliano no quarto.

O homem já havia atingido o seu gozo e se esforçava, então, para fazer a mulher gozar também... ela estava próxima de chegar lá, gemia, gritava, pedia para ele ir mais rápido, mais fundo.

Dois tiros.


Uma dessas coisas que não se consegue explicar foi como o homem, o invasor, que num segundo estava sobre o corpo da amante, no segundo seguinte já havia pulado a janela e corria pelo condomínio, ganhava a rua, sem se importar se estava pelado, com as coisas balançando.

Sorte dele que a amante morava no primeiro andar.

Outra coisa que se explica facilmente, foi que a mulher continuou gemendo e gritando, agora já não mais de prazer, mas, sim, de dor, de agonia.

Bom... mas isso foi coisa que se explicou depois, pois no momento, o próprio Juliano não compreendia duas coisas:

Primeiro... como a mulher podia gozar com aquele escândalo todo, já que nunca fizera isso com ele?

Segundo... por que ela tanto gritava de dor, se ele havia atirado para o chão?

Os dois tiros foram só para assustar, conforme lhe pediu o seu anjo da guarda, que lhe deu calma nessa hora.

Ele não entendia, só lhe foi explicado depois, que a mulher estava morrendo de ataque cardíaco.

E morreu gozando ou gozou morrendo, não se sabe.

 

(...)

 

Pobre homem!

Além de descobrir que era o maior corno da história, ainda foi preso por tentativa de homicídio.

E de pouco adiantou ele jurar que não tinha intenção de matar ninguém, passou quase um ano preso, até ser absolvido às custas de um bom dinheiro, quase tudo o que possuía, para um bom advogado.

 

(...)

 

Livre, voltou para casa, pensando em reconstruir a vida, tentar apagar as lembranças, esquecer a traição... foi logo conversando na imobiliária e mudando de apartamento, do primeiro andar para o décimo quarto.

Sua ex-cunhada, sempre solícita, o ajudava na mudança das coisas mais leves e, ao mesmo tempo, retirando da frente dele as coisas que pertenciam à irmã.

Seria melhor mesmo que não deixasse nada que fizesse o homem lembrar e sofrer mais.

Já estavam no apartamento novo, quando ela apanhou uma caixinha e perguntou se ele queria guardar ou que ela levasse.

- São as cinzas dela. – disse a mulher.

- Cinzas... cinzas daquela desgraçada! Me dá aqui que vou jogar no vaso... ela merece ir pra merda.

Seguiu-se então uma pequena luta, na qual a mulher defendia a caixa com as cinzas da irmã, enquanto que ele tentava tirar das mãos dela para jogar com a descarga.

E nesse me dá, não dou... a caixa se abriu e um pouco daquele pó escapou na direção da mulher.

Juliano não podia acreditar no que viu logo no momento seguinte.

Os olhos da cunhada brilharam, seu corpo estremeceu... e a mulher, antes tão casta, tão séria, tão puritana, de repente, avançou sobre ele com olhares lânguidos, a língua de fora, as pernas querendo entrar pelo meio das pernas dele, os seios sendo descobertos por suas mãos ávidas.

Já estavam na cama.

Comeu a cunhada.

Foi uma comida rápida, do tipo levantar o vestidão, arrancar a calcinha, baixar as calças... mas foi uma comida memorável, um fato inédito, um feito e tanto para ele, que nunca havia comido ninguém além da própria mulher, aquela infiel.

E não foi a única vez que comeu a cunhada.

No dia seguinte, tão logo se despediu do marido, que saía para o trabalho, ela procurou o Juliano para dizer que estava morrendo de vergonha, que aquilo não podia ter acontecido, que nunca mais ia acontecer, que ela não era desse tipo, que...

Mas bastou ela pegar a caixinha fúnebre, que, por conta da transa, havia sido esquecida sobre um armário, ainda suja por fora com as cinzas, o pó, para, novamente, ocorrer a transformação... voltou a ser do tipo.

E passaram a manhã toda esquecidos da vida, fazendo coisas que nem ele nem ela alguma vez havia imaginado fazer.

- Sodomia é pecado grave, Ju... vou para o inferno. - ela dizia, de quatro na cama, a cabeça enfiada no lençol, a bunda lá em cima, toda arreganhada.

- Vai pro inferno? Vai dar o cu pro capeta? - perguntava ele, intercalando retiradas e fortes estocadas no rabo da, até então, casta mulher.

- Vou... vou... - ela rebolava... digo, falava.

Findo o tempo que eles tinham, mais um arrependimento.

- Meu Deus! Como isso foi acontecer? Preciso me confessar... - ela foi dizendo, colocando o vestido, pegando a caixa com as cinzas da irmã, e saindo.

Nem lembrou de vestir a calcinha.

E passou a evitar qualquer contato com ele.

E nem adiantou Juliano olhar para o concunhado com ares de superioridade, por estar comendo a mulher dele, porque já não comia mais.

O máximo que ele conseguiu foi devolver a calcinha, quando, então, ela disse que já havia se confessado ao pastor e jurado que aquilo nunca mais ia acontecer. Não ia mais tocar no assunto.

Confessou ao pastor... - ficou pensando Juliano. - Pobre marido! O casal lá, na igreja, o pastor olhando pra ele, sabendo que ele era ou, pelo menos, já havia sido corno.

Juliano se regozijava tanto do seu feito, que até esquecia que algum tempo antes era ele que estava nessa mesma situação.

Triste os outros saberem e você não.

Mas alguém mais ia coçar a testa sem saber por quê.

Quando casado, Juliano era do tipo que largava todo o serviço da casa por conta da mulher, e então, sozinho, mal conseguia preparar alguma coisa para comer.

Na verdade, comia mais fora, no serviço, no restaurante da esquina, do que em casa.

Quanto ao outro comer, já se iam mais de três meses, desde aquela manhã com a cunhada, que ele não comia ninguém.

Tímido como era, não chegava em ninguém, nem mesmo naquelas assanhadas da firma que, sabidamente, todo mundo comia. Ele era mais que tímido, tinha um certo medo de fazer certas propostas.

Todo mundo come, menos eu... - ele ficava pensando.

E foi então que teve a ideia. Ligou o computador, que fazia tempo estava ali, sem ser usado, digitou umas palavras, foi procurando, pegando jeito... contatou e contratou uma garota de programa.

Serviço em domicílio, boa parte do salário no investimento, mas valia a pena... menina bonita, muito jovem ainda, iniciante... ele acreditou.

Acreditou tanto que, de repente, se desesperou com a casa naquela bagunça toda, não podia receber a menina ali.

Correu a falar com a dona Eufrásia, uma vizinha que trabalhava como diarista, mas deu azar, pois a mulher já estava com os dias e as horas tomadas, de tanto serviço.

Azar?

- Mas se o senhor não se importar, e se for para um dia só, posso mandar a Tuna... ela está mesmo precisando de algum para completar o dinheiro da falcudade.

Coitada da mulher, que não sabia sequer falar faculdade, e que ainda colocava a própria filha a trabalhar.

Azar?

A Tuna, filha da dona Eufrásia, tinha 19 anos e era... era... era tudo o que Juliano podia desejar na cama.

Na cama, no sofá, no chão, sobre o fogão...

Que pedaço de mal caminho!

Pena ser uma moça tão educada e tão dedicada ao namorado.

Juliano olhou, desejou, imaginou, olhou mais uma vez, mas não falou nada, não se encorajava a nada, temia pela resposta, pela reação... até que a moça se ajoelhou na sala e ficou meio de quatro para enxergar melhor e limpar sob o armário.

Juliano não precisou falar nada, foi a moça quem falou.

- Este armário deve ter cupim, senhor Juliano... tem um montinho de pó aqui que parece...

- Parece o quê, moça? - perguntou ele, já se colocando em pé, ao lado dela.

- Parece... não sei... - ela foi dizendo, ainda ajoelhada, mas agora segurando as pernas dele, subindo a cabeça, levando as mãos ao volume que ele já formava sob a calça, abrindo o zíper...

Que chupada!

Que chupetinha!

Que boquete!

Que mamada!

Foi coisa tão estupenda para Juliano que, com certeza, a única descrição suficiente foi que em poucos minutos ele já pressentia que ia inundar a boca da menina... tentou tirar, tentou, desesperadamente, tirar, nunca tinha feito isso na boca da esposa e nem da cunhada.

Mas a menina o segurou, e ao segurar, apertando fortemente a base do pau, só fez retardar um pouco mais a ejaculação que, dado o tesão crescente, logo aconteceu.

E que ejaculação!

Juliano sabia, sempre soube, que a sua capacidade ejaculatória era a única coisa que ele tinha de destaque na sua vida sexual, ainda mais quando estava assim, a seco por muito tempo... era coisa, foi coisa, de meio copo americano pra mais.

Exagero à parte, o real é que a moça ficou com a boca duplamente cheia, de pau e de porra, vazando, caindo sobre os seus peitos... e isso era o que ela mais queria naquele momento, sentir o homem por inteiro na boca, nos seios, espalhar com a mão.

Mas não era apenas isso que ela queria.

Depois de se deliciar naquela brincadeira ela se levantou, se desnudou, desnudou Juliano, arrastou-o para a cama que antes ela havia arrumado e, pela primeira vez, Juliano teve de sentir o gosto do próprio esperma, de tanto que a moça o beijava, enquanto cavalgava o seu corpo, se espetava no seu mastro.

Mais uma manhã perdida... quer dizer, mais uma manhã virtuosa para Juliano que, mesmo tendo de passar toda a tarde fazendo a limpeza que a moça não havia feito, ainda assim estava mais feliz que cachorro quando avista o dono chegando.

Ele cantava, dançava, dava uns giros meio diferentes no corpo, relembrava.

- Que pau gostoso, Juliano!

- Pau... tá de gozação... com esse tamanho?

- O que tem o tamanho? É o tamanho ideal, sabia?

- Ideal?

- Hum hum! Ideal, sim, gostoso, sim... quero ele atrás também.

- Atrás... no...?

- Isso mesmo. Come a minha bunda! Enfia ele no meu cu, goza no meu cu, goza...!

Que moça depravada! - Juliano pensava, enquanto seguia com a limpeza e arrumação da casa. - A moça que parecia tão certinha, tão purinha...

Que depravação maravilhosa! - ele continuava pensando. - Sua mulher nunca tinha sido assim... com ele, não.

Estava ainda feliz e saltitante, quando se agachou para olhar sob o armário, ver o pó de cupim que a moça havia falado.

Havia mesmo um montinho de pó, que ele logo começou a puxar com os dedos para mais perto, a fim de apanhar depois, com a ajuda de uma folha de papel ou do aspirador de pó.

Tocou a campainha.

Abriu a porta e surgiu à sua frente uma menina que ele logo acreditou ser uma vizinha, de tão moça e tão bonita que ela era… morena de olhos claros, corpo miúdo, esbelto, seios pronunciados, mas não exagerados... ele ainda conferia a menina, quando ela abalroou seus pensamentos.

- Juliano?

- Sim!

- Sou a Lorenza.

- Lorenza…? – ele perguntou, fazendo ar de que não estava entendendo nada.

- Combinamos para hoje... – disse a moça, a menina, a coisinha linda que estava à sua frente.

- Combinamos...? Ah...! Sim! Perdão! É que eu estava com a cabeça... entra, entra, por favor... – foi falando e pegando a mão dela para fazê-la entrar.

Claro que ele não estava acreditando que a garota de programa que ele havia contratado fosse, realmente, alguém de tão pouca idade e de tão rara beleza.

Até havia acreditado no início, mas depois que pensou melhor concluiu que só podia mesmo esperar uma… bom… no mínimo uma mulher de idade avançada, desgastada pelo trabalho na horizontal… jamais aquela fofurinha.

E a fofurinha tinha ainda uma surpresa a mais para ele.

Depois de segurar e apertar a sua mão, ela começou a se por na ponta dos pés para poder beijá-lo… seus olhos brilhavam, seu corpinho parecia vibrar, ela parecia um tesão só.

- Não sabia que vocês beijavam… - ele conseguiu falar, no intervalo do quinto para o sexto beijo.

E falou isso porque já tinha lido sobre “mulheres da vida”, sabiam que elas não beijavam ou, pelo menos, era isso que ele acreditava.

- Não só te beijo, como vou te beijar muito… vou beijar e fazer mil coisas também.

- Mil coisas?

- Mil coisas… você nem imagina o tesão que estou sentindo.

- Você com tesão…? Mas vocês… vocês costumam… costumam gozar também, enquanto atendem?

- Não costumo… mas com você quero gozar e gozar muito… você nem imagina o quanto eu quero.

Claro!

Juliano logo deduziu que aquilo só podia fazer parte do pacote, uma estratégia, uma encenação para agradar o cliente, conseguir novos chamados... tudo isso aí.

Mas logo, também, ele começou a perceber que ou a moça-menina encenava bem demais ou ela estava realmente uma pilha com carga total... disposta a se descarregar nele.

Ele já estava descarregado... quer dizer, já vinha de umas boas rodadas de sexo com a filha da dona Eufrásia, pensou até em adiar o encontro com a garota, deixar para um outro dia.

Mas ele que não fosse louco de fazer isso, seria realmente um louco se fizesse isso, se dispensasse a garota que, nem viu como, já tinha se colocado nua e já o desnudava também, arrancado a sua roupa e vasculhando o seu corpo todo, do pescoço aos joelhos.

A garota apalpava, apertava, unhava, beijava, lambia, mordia, deixava marcas... e manuseou o pau de um jeito que ele quase dobrou de tamanho, fazendo Juliano pensar em mil loucuras.

- Se soubesse que era assim... jamais teria casado, jamais teria passado por privações sexuais. - pensava o já excitadíssimo homem.

E enquanto pensava, a garota já o cavalgava, já se desmanchava toda numa louca e frenética subida e descida do corpo, querendo ser socada, fazendo-se ser socada, cada vez mais fundo.

Não satisfeita, saiu da posição ajoelhada e ficou de cócoras... agora Juliano podia ver o seu pau aparecendo e desaparecendo, aparecendo e desaparecendo... via também o corpinho esguio, os seios balançando.

Via e ouvia os gritos da garota a cada vez que ela sentava, sempre mais forte, fazendo-se tocar nos seus pontos G, H, M, Q e, talvez, até o Z.

O orgasmo, os orgasmos... difícil, impossível mesmo descrever, tantos os dela quanto os deles.

Na verdade, ela gozou muito mais que ele, tanto na quantidade de orgasmos quanto na intensidade.

E gozou cavalgando, de quatro, de frango assado, de tudo quanto foi jeito e em todos os seus buracos... gozou até se dar por satisfeita, lá pelas tantas da noite.

- Vixe! - ela disse, quando viu que já passava da meia noite.

- O que foi? - perguntou Juliano, quase morto ao seu lado.

- Eu tinha um cliente às dez horas... já era. - ela explicou.

- Ficou na mão... só não vá me cobrar pelo horário dele também. - brincou Juliano.

- Cobro não, pode ficar sossegado. Na verdade, eu é que tenho de te pagar.

- É mesmo?

- É não é? Vim aqui para trabalhar e acabei...

- Acabou o quê?

- Acabei gozando mais que você... não sei o que me deu.

- Como, assim, não sabe? Isso tudo não é parte do seu trabalho?

- Claro que não...! Quer dizer, até faz parte ser carinhosa, fazer coisas gostosas, como se fosse uma transa normal... apaixonada... entende? Mas eu passei da conta, foi mais que paixão, foi tesão mesmo, coisa violenta.

- Coisa violenta?

- É... Parece até que tinha ou tem alguma coisa... desde que entrei... não sei... senti algo... não sei o que é.

Se ela não sabia, ele também não, e nem procurava saber, pois, na verdade, ainda acreditava, embora já nem tanto, que aquilo tudo fosse mesmo encenação.

- Mas como é que alguém pode encenar tão bem desse jeito? - Juliano se viu perguntando, de repente, depois que pagou um táxi para a garota voltar para casa, e já havia quase desmaiado na cama.

E foi naqueles momentos entre a vigília e o sono que ele começou a costurar as coisas.

Sua cunhada e as cinzas do cadáver daquela desgraçada, as cinzas que se espalharam sobre a mulher quando ele tentou tomar a caixa das mãos dela.

Sua cunhada, no dia em que, finalmente, levou embora a caixa com as cinzas.

A filha da dona Eufrásia, a Tuna, moça mais que discreta, mas que se transformou depois que descobriu aquele pó de cupim sob o armário.

A prostituta... quer dizer, a garota de programa, menina ainda, que fez com ele coisas que, ao que se sabe, uma profissional do sexo não faz... e disse que parecia haver alguma coisa.

Que coisa?

Pó de defunta puta, pó de cupim... mas e a Lorenza... pó de quê?

Pó de aperto de mão, pó que estava na mão dele, depois que ele mexeu no pó de cupim, pó de...

Será? - explodiu Juliano, num sobressalto sobre a cama, completamente esquecido do seu cansaço por todo aquele dia de sexo.

Não conseguiu mais dormir... não enquanto não arrancou uma luminária da parede para iluminar sob o armário e descobrir que aquilo não era pó de cupim... era pó da puta da sua mulher, pó que havia caído da caixinha de cinzas.

Juliano dormiu, finalmente, mas só depois de fazer quatro mil e seiscentas perguntas, achar outro tanto de respostas e, no final, ficar com uma pergunta só...

- Será?

Só lhe restava fazer um teste.

Claro! Para fazer o teste Juliano precisava antes colher com todo o cuidado aquele pó sob o armário, guardar num recipiente... e achar alguém em quem testar.

O estranho é que ele olhava para aquela minúscula quantidade de pó guardado num vidrinho e, por mais que tentasse, já não conseguia se referir à sua falecida esposa como uma puta, uma desgraçada.

Não entendia muito bem ainda por que isso acontecia, mas se sentia um tanto melhor, mais em paz, enquanto pensava em quem fazer o teste.

Pobre moça da peixaria!

 

(...)

 

Não era, assim, aquele primor de mulher ou, na verdade, não estava vestida aparentando aquele primor todo, não pela sua falta de beleza, mas, sim, por estar metida naquele avental de plástico, naquela touca prendendo os cabelos e naquele par de galochas cobrindo o calçado, tudo branco... parecia a moça da peixaria.

Mas era a moça da peixaria.

Havia subido no prédio para fazer uma entrega a uma velha senhora, vizinha de Juliano, e já estava a descer, esperando o elevador, quando ele a interpelou... vinte e dois minutos depois, ela deixava o apartamento dele, quase cambaleando.

Feliz moça da peixaria!

- Nossa...! O que deu em mim? - ela se perguntava e falava, ofegante.

Pobre namorado da moça da peixaria!

Ela só foi embora mesmo porque não havia mais ninguém para tomar conta do estabelecimento. Não fosse isso, teria passado o resto do dia com ele.

E tudo porque ele, num pensamento rápido, seguido de um gesto mais rápido ainda, havia apanhado um tanto de pó daquele vidrinho e depositado no ombro dela, fingindo tirar um bichinho.

- Funciona! Funciona! - era o único pensamento que agitava a cabeça de Juliano nas horas e nos dias que se seguiram.

Na verdade, ele tinha dois pensamentos quase fixos.

- Vou comer todas! Vou comer todas!

E comeu.

 

(...)

 

A feliz vítima seguinte foi a Arlete, sua colega de trabalho, a quem ele ofereceu carona, colocou a mão em seu braço para dar um beijinho de despedida, e ela nem saiu do carro... rumaram para o primeiro motel.

A Arlete era casada, um tanto nova ainda, bonita, corpo nas medidas, mas Juliano decidiu que ela não contava pontos, pois ele não havia sido o primeiro nem o vigésimo primeiro da firma que já tinha comido... pelo que ele já tinha ouvido falar, e pelo que imaginava, ela não valia o pó que ele havia gastado.

Juliano percebeu que tinha o poder, e que esse poder devia ser usado apenas com aquelas que valessem a pena.

Valeu a pena com a dona Rute, antiga funcionária da firma, senhora do mais puro recato, de quem ele nunca tinha ouvido falar coisa alguma que a desabonasse, mas que se desabonou toda, ali mesmo na firma, na sua sala, antes mesmo de terminar o expediente, sob o risco de serem flagrados, demitidos.

Valeu a pena com a universitária... uma das universitárias do prédio, que estava estacionando o carro, chegando da faculdade. Juliano pretendia conduzi-la até o seu apartamento, mas foi no apartamento dela, cinco andares abaixo do seu, um tanto no silêncio, por causa dos pais que dormiam.

Juliano começou a desconfiar que, à exceção da Arlete, a quem teve tempo de levar a um motel, com as outras foi tudo coisa imediata... foi passar o pó e a coisa já acontecia, no momento e no lugar em que estavam.

Nem sabe como a universitária ainda esperou saírem do elevador e chegar ao apartamento dela.

Outra coisa que percebeu foi que era tudo coisa de momento, e só do momento, pois nenhuma das mulheres o procurou depois, querendo mais.

À exceção da Arlete, as únicas que o procuraram depois, tocando no assunto, foi para dizer que aquilo não podia ter acontecido, que não sabia como aconteceu, que era coisa para ser esquecida.

- Calma! Pode ficar sossegada. Ninguém vai ficar sabendo... - eram as palavras de Juliano para tranquilizar aquelas incautas mulheres.

E outra coisa mais que Juliano descobriu, então, que também ele não se interessava mais ou, pelo menos, não se interessava tanto, por aquelas mulheres já comidas. Algo lhe dizia, lhe perguntava, por que fazer repeteco, se existem tantas outras mulheres que valiam a pena?

A Cristina, balconista da padaria próxima à sua casa, a Cleide, gerente do supermercado, a Glória da farmácia, a Jaqueline, a Nídia, a Renata, a... nem podia acreditar que até aquela colegial com quem cruzava todos os dias, ele a caminho do trabalho, no seu carrinho, ela naquele uniforme sedutor... os dois no banco de trás do carro e, plena luz do dia, da manhã...

Certo que era um dia de muita chuva e isso ajudou tanto na carona quanto na ocultação dos seus atos, mas, ainda assim, Juliano sabia que era obra daquele pó.

Só que o pó estava acabando.

 

(...)

 

Usa com uma, usa com outra, outras, dezenas... umas dezesseis, pelo que ele lembrava de contar, e Juliano se deu conta, estarrecido, que umas quatro ou cinco mais e já era, não haveria mais pó.

Desespero.

Entrou em recesso, chego mesmo a parar de comer, a não ser a Arlete e mais umas duas ou três que teria comido, mesmo sem o pó, não fosse a timidez crônica que ainda carregava, e que podia continuar comendo, já que o negócio delas era mesmo dar.

Mas não tinha muita graça... repeteco é coisa fácil.

O bom mesmo eram aquelas que ele tinha de tirar do bom caminho, mesmo que fosse por algumas horas, alguns minutos apenas.

Se antes já estimava aquele vidrinho com o pó, agora, com um restinho apenas, passou a guardá-lo como se fosse o maior tesouro do mundo... era o seu maior tesouro, muitas bucetas já haviam se rendido a ele, muitas mais haveriam de se render.

Mas como?

Depois de quase dois meses só nos repetecos, e depois de tanto pensar, Juliano achou que tinha encontrado uma solução.

No seu trabalho, além da Arlete e de algumas mais que davam mais que chuchu na cerca, várias outras mulheres já haviam experimentado o pó, já haviam se entregado e se desmanchado sob o efeito daquela coisa um tanto misteriosa, a exemplo do que havia acontecido com a dona Rute.

Juliano até podia ter comido muitas outras ali da firma, mas foi a própria dona Rute, a primeira de todas que valeram a pena, quem o impediu de fazer isso.

Na verdade, ela não pediu, não ameaçou, não fez nada disso, apenas o procurou, tal como o havia procurado a sua cunhada, para externar o seu arrependimento e pedir segredo, o mais absoluto segredo.

Isto feito, Juliano tinha consciência de que não podia se dar ao prazer luxurioso de vir a prejudicar mulheres, moças, senhoras, no seu local de trabalho.

Mas, mesmo assim, prejudicou... pelo menos uma delas ele prejudicou.

 

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 E prejudicou uma das mulheres mais quietinhas e mais certinhas que ali trabalhavam... a Bárbara, moça que ele já conhecia desde antes dessas ocorrências todas e que, sabidamente, era mais que fiel, primeiro ao namorado, agora ao marido, o mesmo homem, com quem ela tinha dois filhos.

A moça, mulher, na verdade, com seus 33 anos, mas ainda bastante jovial, formada em Química, dirigia o laboratório da firma, onde desenvolviam produtos para limpeza em geral. Andava sempre com um jaleco branco e Juliano, mesmo já tendo amizade, aproveitou para puxar conversa e se aproximar um tanto mais.

- Bom dia! Tudo bem, doutora?

- Não sou doutora, apenas tenho formação em Química.

- Pois para mim é doutora, sim... Escuta, como boa doutora que você é, me diga se é possível reproduzir um certo produto...

Seguiram-se vários dias de conversas entrecortadas, no cafezinho, no almoço, e até no final do expediente, para que Juliano conseguisse explicar à mulher o que, exatamente, ele queria.

- Acho que agora entendi, Juliano. Você quer que eu sintetize uma certa substância, um certo pó... Mas que pó é esse?

- É... quer dizer... prefiro não dizer. Segredo meu.

- Então não deve ser coisa boa...

- Não. Ao contrário, é coisa boa, sim. Muito boa, por sinal. Por isso é que eu quero fazer mais... quer dizer, que você faça mais para mim.

- Não é coisa ilegal, droga...?

Pobre moça!

Se ela soubesse.

 

(...)

 

Juliano entregou a ela uma quantidade mínima daquele pó, guardada numa folha de papel dobrada.

Entregou num dia de manhã, e na tarde daquele mesmo dia Bárbara estava demitida... ela e o rapaz que trabalhava como seu assistente, os dois flagrados nus no laboratório, depois de haver atraído outros colegas com seus gemidos, gritos, e o barulho de frascos, vidros e outros objetos quebrados.

Juliano não conseguia entender direito o que tinha acontecido ou, na verdade, entendia, sim, depois de algumas suposições e deduções.

No mínimo, - ele pensava. – Ela devia ter manuseado o pó na frente do rapaz e se transformado, o que significava dizer que a coisa não acontecia só com ele… acontecia com quem estivesse na frente da mulher.

Sentiu-se culpado por ter prejudicado os dois, principalmente ela, e tratou de procurá-la, coisa que lhe trouxe um certo alívio, mas, também, uma desconfiança.

Um certo alívio, porque a moça lhe contou que já tinha outra coisa em mente e que a perda do emprego não afetava em nada a sua vida... desde, é claro, que o marido não viesse a descobrir o motivo da demissão.

Uma desconfiança, porque descobriu que a Bárbara conhecia a sua falecida esposa.

- Foi nos tempos de colégio. Ela tinha alguns anos mais que eu, mas nós duas gostávamos do mesmo menino. Ela namorava com ele, mas ele dava de cima de mim e até chegamos a sair algumas vezes. Ela descobriu, me prometeu uma surra, mas depois acho que foi esquecendo, saiu do colégio… Foi até um choque para mim quando te conheci na firma e descobri que estava casado com ela.

E agora? – perguntava-se, Juliano.

Haveria alguma relação entre uma coisa e outra?

Por que só a Bárbara saiu prejudicada nesse rol todo de mulheres que ele comeu com a ajuda daquele pó?

Ajuda, não… quer dizer, o pó foi muito mais que ajuda, foi decisivo, não fosse por aquelas cinzas e ele continuava sem comer ninguém, como antes.

Agora, mais do que nunca, ele precisava reproduzir aquele pó… precisava sintetizar o produto.

E eis que surge a Maria Izabel...

 

(...)

 

Ressurge a Maria Izabel... aquela antiga e, talvez, única paixão de Juliano dos tempos de adolescência. Nada mais nada menos que a Maria Izabel foi quem ele passou a ver na firma, usando um jaleco branco.

No início, vendo apenas de longe ou de relance, não a reconheceu, via nela apenas a nova Química que haviam contrato para o lugar da Bárbara, que fora demitida por sua causa.

Mas certo dia, ao sentar próximo a ela no refeitório, não apenas a reconheceu como também foi reconhecido.

- Mas claro que lembro de você! – ela foi falando. – A Nara achava você tão fofinho, vivia te olhando, provocando…

- Ela me provocava…? – ele perguntava, duvidando que aquela antiga colega dos dois realmente olhasse pra ele.

Alguém me provocava?

Juliano não podia acreditar nisso.

Mas, resolvido a deixar a Nara para depois, Juliano logo deu um jeito de pedir à Maria Izabel a mesma coisa que antes havia pedido para a Bárbara.

- Só tem uma coisa. – ele tratou de ir logo dizendo. – Quando você for manusear esse pó, examinar, fazer testes, sei lá mais o quê… certifique-se de estar sozinha, sem ninguém por perto.

- Sem ninguém por perto… Mas por que isso?

- Não sei te explicar. Mas faça isso… faça tudo sozinha, sem ninguém por perto.

Maria Izabel não entendeu nada, mas prometeu que ia examinar aquele pó no pequeno laboratório que tinha em casa, o que deixou Juliano menos apreensivo, pois se acontecesse qualquer coisa, seria entre ela e o próprio marido… quer dizer, não ia causar problema algum.

E aconteceu.

Aconteceu que só uma semana depois ela o procurou para falar do resultado e também se desculpar pela demora.

- Sabe, Juliano… sei que não tem nada a ver, pois nem acredito nisso, mas parece que tem alguma coisa estranha com esse pó.

- Coisa estranha… como assim?

- Por quatro dias seguidos, que tentei fazer os exames lá em casa, acabei brigando com o meu marido…

- Brigando?

- É… cada briga feia! – ela falou, ao mesmo tempo em que mostrava com os dedos que era briga entre aspas.

- Então foi bom. – ele disse.

- Acho que sim… e acho também, quer dizer, tenho certeza, de que o pó não tem nada a ver com isso. Talvez tenha sido o fato de eu ter te reencontrado, relembrado coisas dos meus tempos de colégio… sabe… aqueles meninos todos…

- Sei… aqueles meninos todos, menos eu.

- Quem gostava de você eura a Nara… Mas, voltando ao pó… quer dizer, falando do pó, ou eu tenho de refazer todo o meu curso de Química novamente ou aquilo lá é pó humano… parece de algum corpo incinerado, cremado…

- Mas é!

- É?

- É claro que não! Imagina se vou andar por aí com pó de gente morta. – ele riu, sem entender muito bem por quê, como também não entendia a razão para ter mudado de ideia tão rapidamente… ia contar a ela que era o pó da sua mulher, mas, de repente, veio a ideia de não contar nada. – Mas você pode fazer mais dele? – perguntou.

- Sintetizar esse pó? Como é que eu posso sintetizar o pó de um cadáver, Juliano? – a moça perguntou e também deu sinais de que não estava muito interessada em prosseguir com aquilo, não tinha como ajudá-lo, mesmo porque, não sabia o que ele pretendia, o que era aquela coisa toda.

Difícil acreditar, mas Juliano assaltou um crematório.

 

(...)

 

Dois dos homens que tomavam conta daquela parte do cemitério não conseguiram explicar direito como havia acontecido o roubo, e só souberam explicar aos policiais que tinham notado um homem que fazia mais de uma semana ficava por ali, sentado num canto ou outro, como se estivesse pensando, meditando.

- Só pode ter sido ele. – afirmou um dos homens. – Preparamos as caixas com as cinzas como sempre fazemos, deixamos na prateleira lá no fundo até a família vir buscar, e entregamos mediante recibo… mas, quando vimos, havia sumido duas caixas.

- E ninguém mais tem andando por aqui a não ser aquele homem… e ele sumiu também, depois que as caixas sumiram.

A polícia continuou com a investigação, fez retrato falado do Juliano, mas não conseguiram descobrir nada. Voltaram as suas suspeitas para os próprios funcionários.

Mas por que alguém iria roubar cinzas de um defunto?

Juliano sabia por que.

 

(...)

 

Colocou tudo aquilo num pote de plástico e levou para a Maria Izabel, na firma. Entrou com ela no laboratório, mostrou aquele pó todo, mostrou o seu vidrinho com o restinho de pó, pediu que ela comparasse os dois para saber se eram iguais…

A moça parecia incrédula, sem querer acreditar que ele tivesse conseguido ou como ele tinha conseguido aquele pó de pessoas cremadas. Mas como era um antigo amigo, concordou em comparar as duas substâncias.

Mas deu o azar… ou a sorte, de começar a manusear os dois pós ali mesmo, no laboratório, igual havia feito a sua colega bárbara.

E quando Juliano se deu conta disso, já era tarde, ela já estava se insinuando pra cima dele, abrindo a roupa, expondo os seios.

Juliano só teve a ideia, e o tempo, de trancar a porta por dentro, para, logo em seguida, outra ideia que teve, levar a Maria Izabel até um canto nos fundos do laboratório, longe da porta e também de qualquer outro equipamento, prateleiras.

Foi ali, naquele canto, e no chão, que ele comeu o grande amor da sua vida, a sua paixão antiga.

E comeu até não querer mais, para além do final do expediente.

O porteiro bem estranhou a moça saindo tarde, dizendo que estava resolvendo um trabalho, e logo depois saindo o Juliano, com a mesma desculpa. Estranhou, deixou escapar um sorriso de inveja, mas não tinha certeza de nada.

Juliano já estava pensando na Nara.

Se ela queria dar pra ele naqueles tempos da escola, agora ele ia comer.

E comeu.

Mas antes, depois da ideia que teve enquanto ainda estava comendo a Maria Izabel, ele jogou aquele restinho de pó da sua mulher no pote de plástico de pessoas que ele nem conhecia, mas que sabia, pelas etiquetas, que eram mulheres também.

Jogou dentro, misturou tudo, e foi testar com a Nara.

Agora ele tinha pó de buceta para comer bucetas pelo resto da vida.

Tinha:

 

(...)

 

Bom, pelo menos essa é a história que ouvi dele, logo depois que me comeu, mais uma vez.

Mas eu já era prato da casa e nem precisava do pó, enquanto que com outras mulheres mais a coisa já não fazia efeito algum.

- Depois que misturei com o pó daquelas duas mulheres, acabou, posso jogar uma tonelada em cima que nenhuma mulher mais me dá a mínima.

- Vai ver que você misturou com o pó de duas crentonas, puritanas... e que não estavam gozando na hora em que morreram.

E essa foi a conclusão a que se chegou.

Juliano, com toda a sua timidez, só tinha, novamente, uma única mulher para comer, uma mulher que todo mundo comia, a Arlete... eu.

  

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